Apresentação

A Universidade de Pernambuco - UPE, instituição estadual pública de Pernambuco, é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, com o dever de divulgar as suas ações para os órgãos competentes, a comunidade universitária e a sociedade, sendo este Relatório um dos instrumentos de transparência de gestão.


As condições gerais da economia de Pernambuco, pelas significativas mudanças que trazem à sociedade, exigem um olhar atento da Universidade para acompanhar e se adequar aos caminhos que as demandas sociais indicam e para estar em sintonia com o projeto de desenvolvimento do estado. No ano de 2016 estivemos diante de uma retração econômica que vem marcando o quadro financeiro da UPE, levando à necessidade de ajustes e medidas de contenção de despesas. Empenhada em fazer o melhor, os esforços da Universidade foram no sentido de responder com resultados positivos, o que se procurou fazer sem perda de qualidade.


No Ranking Universitário Folha – RUF edição 2016, a Universidade de Pernambuco colocou-se em 67º lugar na classificação geral subindo nove posições entre as melhores 195 universidades brasileiras comparativamente à edição 2015 do RUF em que ocupou a 76ª colocação. Nesta última edição do RUF, na colocação geral entre os cursos de medicina, a UPE classificou-se em 11º lugar sendo o melhor de todo o Nordeste entre as universidades estaduais neste quesito. O Ranking é feito pelo jornal Folha de São Paulo que realiza avaliação anual do ensino superior do Brasil a partir de cinco indicadores: pesquisa, internacionalização, inovação, ensino e mercado.


Outros cinco cursos de graduação da Universidade de Pernambuco ganharam conceito quatro estrelas, considerados muito bons pelos critérios da publicação Guia do Estudante 2017, da editora Abril: Fisioterapia no campus de Petrolina e Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem e Engenharia da Computação no campus Recife. A avaliação do Guia do Estudante é uma pesquisa de opinião realizada basicamente, com professores e coordenadores de curso. Eles emitem conceitos que permitem classificar os cursos em bons (três estrelas), muito bons (quatro estrelas) e excelentes (cinco estrelas).


A UPE está presente na Região Metropolitana que tem 15 municípios e em 8 outras Regiões de Desenvolvimento de Pernambuco. O processo de interiorização do ensino superior da UPE contemplou várias regiões do estado desde 1966. Naquele primeiro momento foram criados campi nos municípios de Nazaré da Mata – região da Mata Norte formada por 19 municípios, em Garanhuns – no Agreste Meridional com 26 municípios e no ano de 1968 em Petrolina – Sertão do São Francisco, que reúne 7 municípios, tendo esse movimento se intensificado a partir de 2005 quando foi criado o campi de Caruaru - na Região do Agreste Central que tem 26 municípios , seguido de Salgueiro em 2007 na Região do Sertão Central com 8 municípios e Arcoverde em 2011 na Região do Sertão do Moxotó com 7 municípios. Em 2013 foram criados os campi de Palmares – na Região da Mata Sul que tem 24 municípios e de Serra Talhada – no Sertão do Pajeú com 17 municípios. Os cursos de graduação a distancia, também contribuíram para a expansão da interiorização da Universidade. O PROLINFO – Programa de Línguas e Informática, ação de extensão da UPE com a proposta de oferecer cursos de idiomas, informática e computação com qualidade e preços acessíveis, vem ampliando sua oferta também para o interior de Pernambuco. Depois de chegar à Zona da Mata Norte, ao Agreste e Sertão, o programa chega agora em Palmares, Zona da Mata Sul do estado e os cursos ofertados serão inglês, espanhol e português. Em 2016 o PROLINFO passou a ofertar pela primeira vez um curso de pósgraduação lato sensu em Ensino da Língua Inglesa sendo escolhido o campus Mata Norte, no interior do estado.


Assim, os princípios de gratuidade e qualidade fortalecem-se com o atual atendimento mais distribuído no território pernambucano e, portanto, mais justo socialmente.


Voltada também para o exterior, a UPE na última década intensificou o caminho da internacionalização através da cooperação acadêmico-científico-cultural com instituições de Ensino, Pesquisa e empresas na Europa, na África, na Ásia e nas Américas e tem ampliado as oportunidades de mobilidade acadêmica entre a Universidade e instituições além-fronteira em nível de graduação e pós-graduação. A UPE participa do Programa Ciência sem Fronteiras, que oferece oportunidade de bolsas de estudo no exterior, financiadas pelo Governo Federal para alunos de instituições de ensino superior públicas ou particulares de todo o país que estejam em curso de graduação, pós-graduação e cursos superiores de tecnologia. A UPE também participa da Câmara de Internacionalização e Mobilidade na ABRUEM - Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais e integra a FAUBAI – Associação Brasileira de Educação Internacional onde faz parte do Conselho Administrativo e da Coordenadoria Regional Nordeste ocupando a direção da Coordenadoria Regional da FAUBAI até 2018. A partir de 2013 a UPE passou a fazer parte também do GCUB – Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras.


Com atuação no Ensino Fundamental e Médio através de quatro escolas de aplicação, neste segmento a educação do estado foi avaliada pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB em 2015 onde Pernambuco classificou-se em 1º lugar no ranking nacional. Entre as mais bem colocadas da rede estadual, estão três das quatro escolas de aplicação da Universidade de Pernambuco - UPE: a do Recife (FCAP, 8,5), a Professor Chaves (em Nazaré da Mata, 6,9) e a Professora Ivonita Alves Guerra (em Garanhuns, 6,9). Também no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de Pernambuco - IDEPE, a UPE ocupou os três primeiros lugares da rede estadual na avaliação sobre os anos finais do Ensino Fundamental: 1º Lugar: Escola de Aplicação do Recife – UPE (IDEPE 7,96); 2º Lugar: Escola de Aplicação UPE/Nazaré da Mata (IDEPE 6,55); 3º Lugar: Escola de Aplicação UPE/Garanhuns (IDEPE 6,37) e na avaliação sobre o Ensino Médio classificou-se em 4º Lugar: Escola de Aplicação do Recife – UPE (IDEPE 6,92) e 5º Lugar: Escola de Aplicação UPE/Garanhuns (IDEPE 6,22). Realizado anualmente, o IDEPE acompanha o desempenho da educação pública no estado e considera os mesmos critérios usados para o cálculo do índice nacional (IDEB): fluxo escolar e proficiência dos estudantes do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e do Ensino Médio.


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, divulgou, em 2016, a média das escolas brasileiras obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, no ano de 2015. Entre as maiores notas do Estado de Pernambuco estão as quatro Escolas de Aplicação da Universidade de Pernambuco – UPE: a do Recife, a Professor Chaves (campus da UPE na Mata Norte - Nazaré da Mata), a Professora Ivonita Alves Guerra (campus da UPE em Garanhuns) e a Professora Vande de Souza Ferreira (campus da UPE em Petrolina).O resultado nacional contempla as 14.998 escolas que cumpriram o critério de ter, pelo menos, dez alunos participantes e taxa de participação igual ou superior a 50%. A média é resultado das provas objetivas.


Entre os diversos eventos realizados em 2016 na UPE, citamos o 1° Simpósio do Complexo Hospitalar da Universidade de Pernambuco reunindo os três hospitais do complexo da instituição: Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros - CISAM, Hospital Universitário Oswaldo Cruz - HUOC e o Pronto-Socorro Cardiológico Universitário – PROCAPE, realizado em parceria com as unidades de ensino da UPE das áreas de: Medicina, Saúde Coletiva, Enfermagem, Educação Física, Ciências Biológicas e Odontologia. Com foco na sustentabilidade, o simpósio contemplou nas suas ações de organização a racionalidade, o estímulo ao envolvimento de todos os parceiros, o respeito ao meio ambiente, a justiça social e científica, e a utilização de itens sustentáveis. Na ocasião foi ressaltado pelo Magnífico Reitor o papel da Universidade em Pernambuco: “Vivemos um momento especial. Comemoramos os 25 anos da UPE e o fato dela estar presente do litoral ao sertão. Este congresso por ser o primeiro, vem somar a esta consolidação institucional”.


A todos que contribuíram para a realização deste documento, os nossos agradecimentos.